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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Sucesso de público da I Conferência da Advocacia da Região Oeste do Pará consolida processo de interiorização


Aberto pelo presidente da OAB-PA, Alberto Campos, o evento lotou o auditório da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), em Santarém, na última quinta-feira (30). Com o tema "A Advocacia e o Aperfeiçoamento da Cultura e das Instituições Jurídicas", o histórico encontro teve como patrono o ex-presidente da subseccional local, o advogado José Ronaldo Dias Campos.

O secretário-geral e presidente da Comissão de Defesa de Direitos e Prerrogativas, Eduardo Imbiriba, e o presidente da subseção do município, Ubirajara Bentes Filho, também se pronunciaram na abertura do evento. Na ocasião, diversos ex-presidentes de subseções da região foram agraciados com a “Menção de Agradecimento pelos 85 anos da OAB-PA”, reconhecimento ao inestimável trabalho prestado em favor do fortalecimento da advocacia da região e do Estado de Direito. Confira os nomes:


Ex-presidentes de Santarém: Benedito Fernandes da Silva, José Olivar de Azevedo, José Ronaldo Dias Campos, Evandro Diniz Soares, Miguel Borghezan, Antônio Eder John de Sousa Coelho, Rodolfo Hans Geller, Ana Campos da Silva Calderaro e José Ricardo Geller;

Ex-presidentes de Altamira: Paulino Barros do Nascimento, Gerson Antônio Fernandes e Otacílio Lino Junior;

Ex-presidentes de Itaituba: Antônio Lima Pereira, Antônio Jairo dos Santos Araújo e Hélio Antônio Machado;

Ex-presidentes de Óbidos: Antônio Sales Guimarães Cardoso.


Programação:

Procurador Geral do Estado, ex-presidente do Conselho Federal da OAB, ex-presidente da OAB-PA, Ophir Cavalcante Jr, ministrou a palestra “Ensino Jurídico, Advocacia e Sociedade”, enquanto que o advogado criminalista, especialista em Direito Penal Econômico pela Universidade de Coimbra, professor da pós-graduação em Ciências Criminais do CESUPA e professor de Processo Penal da ESA, Filipe Silveira, proferiu a palestra “Processo Penal de Emergência”.

Já a palestra “A Prática Advocatícia nos Juizados Especiais” teve como ministrante o advogado carioca Robert Beserra. Advogada, Doutora em Direito pela UFPA, professora de Direitos Humanos da Universidade Federal do Pará, Andreza Smith ministrou a palestra “Direito à antidiscriminação em face do gênero”. No encerramento, o advogado gaúcho, especialista em Direito de Família, membro da Escola Nacional de Advocacia e diretor acadêmico da ESA-RS, Eduardo Lemos Barbosa, conduziu a palestra “Dano Moral no Novo Código de Processo Civil”


Várias autoridades e personalidades do mundo jurídico paraense prestigiaram o histórico evento, dentre os quais, a desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado, e o decano do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, desembargador Vicente Malheiros da Fonseca.

Na oportunidade, o desembargador protagonizou momento de muita emoção ao reger a “Filarmônica Municipal de Santarém Professor José Agostinho” - nome que homenageia seu avô paterno, na execução da "Canção de Minha Saudade", de autoria de seu pai Wilson Fonseca e seu tio Wilmar Fonseca. Vale ressaltar que Vicente Malheiros da Fonseca compôs o hino da instituição (2013), assim como o "Hino ao Advogado" (2014), ambos oficializados pela OAB Pará.


Além deles, compareceram ao bem sucedido evento o presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Pará, Oswaldo Coelho, o diretor-tesoureiro da CAA-PA, Antônio Miranda, o conselheiro seccional Olavo Câmara e o presidente da Comissão de Advogados Públicos da OAB-PA e da Associação dos Procuradores Autárquicos e Fundacionais do estado do Pará – APAFEP, Benilson Costa.

Colégio

Paralelamente à Conferência da Advocacia da Região Oeste do Pará, os presidentes das subseccionais da OAB da região (Santarém, Novo Progresso, Monte Alegre e Óbidos) e Rondon do Pará (convidada) reuniram com o presidente da Ordem no Pará, Alberto Campos, o secretário-geral e presidente da Comissão de Defesa de Direitos e Prerrogativas, Eduardo Imbiriba. Em pauta, as principais demandas dos advogados que atuam em Santarém e municípios vizinhos.

Fonte: André Oliveira, OAB Santarém

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Primeira etapa da obra do salão de eventos do Clube dos Advogados é concluída

O presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Pará, Oswaldo Coelho, diretor-tesoureiro, Antônio Miranda, o gerente do Clube dos Advogados, Adailton Nunes Melo, o mestre de obras Luiz Antonio Borges e o engenheiro Luizinho Macedo participaram da entrega da primeira etapa da obra do Salão de Eventos do Clube dos Advogados.

Os trabalhos de instalação da estrutura metálica foram concluídos e prosseguem com a construção da cobertura do espaço. A previsão de entrega do novo salão até o final do mês de agosto.

Fonte: OAB PA

CFOAB: Comissões da OAB emitem nota conjunta sobre violência rural no Pará


Brasília -  A Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB e as Comissões de Direitos Humanos das Seccionais da OAB emitiram nota conjunta na qual manifestam preocupação com a questão da escalada da violência no campo que assola o Estado do Pará. Veja a íntegra abaixo ou clique aqui:

NOTA PÚBLICA

Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB 

Comissões de Direitos Humanos das Seccionais da OAB

A Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB e as Comissões de Direitos Humanos das Seccionais da OAB abaixo listadas vêm a público manifestar sua preocupação com a situação de extrema violência no campo no Estado do Pará bem como declarar integral apoio às Comissões de Direitos Humanos e de Direito Agrário da OAB - Seccional Pará em sua atuação em prol dos direitos fundamentais das comunidades camponesas.

O contexto de violência no campo se agrava no Pará e em todo o país diante da severa redução das políticas públicas de regularização fundiária em prol de trabalhadores rurais e povos e comunidades tradicionais.

A chacina de 10 trabalhadores rurais ocorrida em Pau D’Arco (25/05) e o recente assassinato de Rosenilton Pereira de Almeida, em Rio Maria (07/07), demonstram a necessidade de atuação rigorosa tanto na punição dos responsáveis pelo massacre como para proteção dos defensores de direitos humanos e prevenção de novos ataques contra lideranças.

Corroboramos a manifestação das Comissões de Direitos Humanos e de Direito Agrário da OAB Pará sobre a necessidade de o Governo do Estado do Pará dar efetividade à Lei Estadual 8.444/2016 - que instituiu o Programa Estadual de Proteção a Defensores de Direitos Humanos -, tendo em vista o histórico trágico de lideranças camponesas assassinadas e ameaçadas de morte naquele Estado.

Afirmamos nosso compromisso de conjugar esforços para cobrar ações efetivas do Estado Brasileiro quanto aos direitos fundamentais dos camponeses.

Assinam a presente Nota Pública:


Everaldo Patriota

Presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB

Isabela Fernandes

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB AC

Ricardo Soares Moraes

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB AL

Epitácio da Silva Almeida

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB AM

Eduardo Rodrigues de Souza

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB BA

Deodato José Ramalho Neto

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB CE

Daniel Muniz da Silva

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB DF

Rafael Silva

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB MA

Christopher Pinho Ferro Scapinelli

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB MS

Wigne Nadjare V. da Silva

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB PB

Marcelo Mascarenha

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB PI

Alexandre Salomão

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB PR

Marcelo Chalreo

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB RJ

Ezequiel Roque do Espírito Santo

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB RO

Hélio Abozaglo Elias

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB RR

Neusa Bastos

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB RS

Martim Sampaio

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB SP

Nayara Gallieta Borges

Presidente da Everaldo Patriota

Presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB

Isabela Fernandes

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB AC

Ricardo Soares Moraes

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB AL

Epitácio da Silva Almeida

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB AM

Eduardo Rodrigues de Souza

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB BA

Deodato José Ramalho Neto

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB CE

Daniel Muniz da Silva

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB DF

Rafael Silva

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB MA

Christopher Pinho Ferro Scapinelli

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB MS

Wigne Nadjare V. da Silva

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB PB

Marcelo Mascarenha

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB PI

Alexandre Salomão

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB PR

Marcelo Chalreo

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB RJ

Ezequiel Roque do Espírito Santo

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB RO

Hélio Abozaglo Elias

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB RR

Neusa Bastos

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB RS

Martim Sampaio

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB SP

Nayara Gallieta Borges

Presidente Comissão de Direitos Humanos da OAB TO

Fonte: OAB PA

CAA-PA divulga expediente para o mês de julho. Leia a portaria!


quinta-feira, 6 de julho de 2017

Na região oeste, presidente da OAB-PA lança conferência regional e inaugura “Sala dos Advogados” na Justiça do Trabalho


Nesta semana, o presidente da Ordem no Pará, Alberto Campos, cumpriu extensa agenda institucional na região oeste do estado. Em Santarém, lançou a I Conferência Regional da Advocacia do Oeste do Pará, ao lado da diretora-geral da Escola Superior de Advocacia, Cristina Lourenço, e do presidente da subseção local, Ubirajara Bentes de Souza Filho.

No auditório "Dr. Armando Homem de Siqueira Cavalcanti", sede da subseccional santarena, o presidente seccional ainda proferiu aula magna do curso de Deontologia Jurídica, e presidiu sessão solene de entrega de carteiras a quatro novos advogados, inclusive da advogada Yasmin Voughan Bentes de Souza, filha do presidente da subseção da OAB em Santarém.


Ao reunir com diretores e conselheiros subseccionais, recebeu demandas da advocacia da região e participou do I Colégio de Presidentes de Comissões da Subseção da OAB em Santarém. Alberto Campos aproveitou para visitar o ex-presidente da subseção santarena e atual secretário de Finanças de Santarém, José Olivar Azevedo, e o escritório do advogado e ex-presidente da subseção no município, José Ronaldo Campos.

Itaituba

Ainda na região oeste do Pará, o presidente Alberto Campos esteve em Itaituba para inaugurar nova e totalmente equipada “Sala dos Advogados” na sede da Justiça do Trabalho naquele município, juntamente com a presidente da subseção local, Cristina Bueno. Com nome em homenagem a Osni Alves Fraiz, o espaço dispõe de baias, mesas, cadeiras, computadores, impressora, central de ar-condicionado, bebedouro e internet.


Em seguida, Campos reuniu com diretores da subseção local e quatro juízes da Comarca para debater demandas da advocacia na região. Na sequência, conversou com acadêmicos de Direito e acompanhou curso de PJe (Processo Judicial Eletrônico) Calc ministrado pela professora pela professora Sammidy Mendes.

Fonte: OAB PA

domingo, 11 de junho de 2017

Em Campo Grande-MS, Lamachia destaca papel da OAB no combate a corrupção

Campo Grande (MS) - “A advocacia brasileira hoje tem sido chamada como nunca a participar de debates nacionais, a par de nós, defendermos os princípios constitucionais...”, ressaltou o Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB) durante a abertura da XIV Conferência Estadual da Advocacia de Mato Grosso do Sul, na noite desta quinta-feira (08).

Lamachia, que chegou à Conferência acompanhado do Presidente da OAB, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), Mansour Elias Karmouche, destacou ainda a importância que a OAB tem em defender hoje, a "limpeza necessária no cenário brasileiro".

“Nós vemos hoje um quadro político se agravando. Nós vemos também, uma classe política colocada em cheque, em função de diversas denúncias e precisamos desta depuração. O Brasil precisa disso, é um momento ímpar que nós temos de vivenciar e vencer exatamente esta verdadeira cruzada contra a corrupção e contra a impunidade”, salientou.

O presidente do CFOAB disse ainda que a OAB tem enfrentado os desafios do quadro nacional “que não são poucos, a partir, exatamente desse sentimento de união nós temos hoje entre os advogados e os dirigentes de Ordem”.

Ele aproveitou o ensejo e convidou a classe jurídica para a Conferência Nacional da Advocacia. “Essa representação que faço hoje aqui no Mato Grosso do Sul é a representação de mais de 1 milhão de brasileiros advogados, que trazem o seu abraço à extraordinária Diretoria da OAB de Mato Grosso do Sul. Este evento é uma Conferência que está preparando os temas para a nossa Conferência Nacional, portanto também, fica aqui o convite a todos os advogados  e advogadas de Mato Grosso do Sul para que estejam conosco nessa caminhada”.

Vale ressalta que a Conferência Nacional da Advocacia será realizada de 27 a 30 de novembro em São Paulo.

Fonte: Ascom OAB-MS

Audiência de custódia chega em três meses ao interior fluminense

Benfica, Campos do Goytacazes e Volta Redonda terão 
centros para receber presos (Luiz Silveira/Agência CNJ)

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) levará a audiência de custódia para todo o estado. Nos próximos três meses, serão instaladas unidades no bairro de Benfica (capital) e nas cidades de Campos do Goytacazes (interior) e Volta Redonda, no Sul Fluminense. Para o presidente do TJRJ, desembargador Milton Fernandes de Souza, a medida evita prisões desnecessárias.

“A iniciativa tem como consequência a diminuição da população carcerária. Evita a circulação do preso do interior para a capital, o que gera menos despesas com o trajeto e menos riscos. A tendência é o número de presos diminuir porque estamos estendendo o projeto para todo estado. Mas o foco é dar benefício ao apenado que tem direito e no tempo certo”, destaca o magistrado.

O juiz titular da Vara de Execuções Penais (Vep), Rafael Estrela, destacou que a unidade de Benfica, ao lado do presídio, será para as prisões em flagrante na capital, Niterói, São Gonçalo e Baixada Fluminense; Campos dos Goytacazes vai abranger o Norte e Nordeste do estado; e Volta Redonda, todo o Sul. O magistrado explica a importância da digitalização para acelerar o fluxo do andamento processual.

“O maior desejo é que os benefícios ocorram na maneira certa, sem atrasos. O juiz leva em média três dias para despachar e com a informatização do sistema ele consegue analisar o requerimento do preso no tempo certo. O processo terá um trâmite mais rápido. O magistrado poderá despachar no final de semana e feriado da própria casa”, acrescenta o juiz.

Fonte: TJRJ

Vídeos de crianças à espera de adoção atraem dezenas de famílias

Comissão Judiciária de Adoção recebeu 300 e-mails e 200 
ligações de pessoas do país todo (Divulgação/TJES)

Durante todo o mês de maio, em que se celebra o Dia Nacional da Adoção, a campanha “Esperando Por Você”, realizada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo, por meio da Corregedoria Geral da Justiça, da Comissão Judiciária de Adoção (CEJA) e da Assessoria de Comunicação do TJES, percorreu shoppings e cinemas da Grande Vitória e espalhou emoção pela internet.

Nos vídeos, grupos de irmãos, crianças mais velhas ou com alguma condição especial de saúde, que já estão prontas para a adoção, ganharam voz. O Caio, de 12 anos, por exemplo, contou que adora pintar e cozinhar. A Raiane, de 15 anos, gosta de nadar e sonha ser modelo. E o Thalisson, de 11 anos, revelou que quer uma família para dar amor, carinho e respeito.

Em menos de um mês, os 8 vídeos da campanha publicados no youtube da TV Justiça do Espírito Santo tiveram mais de 50 mil visualizações. E a CEJA recebeu mais de 300 e-mails e 200 ligações de pessoas de todo o país.

“Quatro crianças já estão em fase de aproximação com famílias que as procuraram porque assistiram à campanha. Outras sete crianças já estão apresentando a documentação necessária para que comece a aproximação”, destacou Dianne Wruck, psicóloga da CEJA. 

Um casal do Mato Grosso do Sul que acompanhou a campanha pelo site, entrou em contato com a CEJA e já está em aproximação para conhecer melhor o Welbert, de 16 anos. O adolescente monta e desmonta objetos com a maior facilidade e quer ser engenheiro. “Eu não quero ganhar uma família. Eu quero construir uma família”, diz o rapaz no vídeo.

A maioria dos 855 casais habilitados para adoção no estado procura bebês com até 3 anos. Mas para a assistente social, Nívia Gisele Chagas, que visitou a exposição no shopping da Serra, a campanha já começou a quebrar paradigmas. “As pessoas pensam que adotar bebê pequenininho é melhor, porque podem educá-lo do próprio jeito. Mas a campanha vem mostrando como os adolescentes também são capazes de levar alegria para essas famílias que procuram filhos”.

O mês de maio termina, mas o site www.esperandoporvoce.com.br continuará no ar para dar visibilidade a essas e outras crianças e adolescentes que forem devidamente autorizados pelos juízes das comarcas onde vivem.

Sobre o sucesso da campanha, o Corregedor Geral da Justiça, Desembargador Ronaldo Gonçalves, declarou, entusiasmado: “Eu tenho certeza que esse foi apenas o chute inicial de uma partida chamada ‘Vamos tirar crianças dos abrigos’. Outras campanhas virão. Com mais visibilidade ainda”, destacou o corregedor.

Fonte: TJES

PJe: setor une serviços gráficos e de digitalização em tribunal do DF

Justiça local migrou 10,5 milhões de folhas de processos
 para o Processo Judicial Eletrônico (Agência CNJ)

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, a fim de otimizar processos de trabalho, publicou, no dia 1º, a portaria que cria a Coordenadoria de Digitalização e Serviços Gráficos (CODIG). O setor une os serviços gráficos do TJDFT e o Núcleo de Digitalização, inaugurado em 2016, em um único setor, sob nova estrutura.

A nova coordenaria passa a ordenar, orientar e controlar a execução de serviços de digitalização, validação, indexação e impressão do tribunal, promovendo ações alinhadas à Secretaria Especial do Processo Judicial Eletrônico (SEPJE), para inserção de processos digitalizados no sistema do PJe, inclusive dos processos que passarão a tramitar de forma eletrônica nos tribunais superiores, obedecendo às prioridades definidas pelo Comitê Gestor do PJe do TJDFT.

A iniciativa faz parte de um conjunto de esforços do tribunal para promover a modernização dos procedimentos e a celeridade da Justiça do DF. A Coordenadoria de Digitalização conta com uma área de 700m2 equipamentos de ponta e software capaz de escanear, validar e indexar processos. O serviço está em funcionamento desde 2016 e, de lá para cá, foram digitalizadas mais de 10,5 milhões de folhas. Os arquivos gerados são armazenados no storage do tribunal.

A CODIG contará, em sua estrutura, com os seguintes núcleos: Digitalização (NUDIG); Preparação, Acabamento e Encadernação de Impressos e Documentos (NUPAE); Design Gráfico, Editoração e Controle de Qualidade (NUDEC); e Gravação e Impressão (NUGIMP).

Histórico do PJe do Distrito Federal

O TJDFT criou um bureau de digitalização em 2009, quando o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça passaram a não mais receber processos em sua forma física. Para que o recurso subisse a uma dessas instâncias, era necessário que fosse digitalizado. Em julho de 2014, o tribunal começou a implantar o PJe, e as serventias passaram a trabalhar com autos eletrônicos, porém, os que já tramitavam em meio físico se mantiveram. Em muitos casos, isso gerou outra demanda: digitalizar os processos remanescentes para que as serventias se tornassem 100% digitais. O trabalho passou a ser solicitado ao núcleo. Após a digitalização dos autos físicos, os processos são implantados no sistema PJe, onde ganham novo número. Advogados e partes são avisados e passam a desfrutar de todas as facilidades e vantagens do PJe.

Projetos-piloto nesse sentido foram iniciados nos fóruns de Ceilândia, Planaltina, Brasília e no Leal Fagundes. Em Ceilândia, por exemplo, a iniciativa permitiu a devolução de impressoras, ganho de espaço físico e mesas livres de acúmulo de pastas.

A coordenadoria digitalizará também autos e documentos administrativos, dando continuidade as ações do Núcleo que, em 2016, digitalizou o acervo de 1,26 milhão de imagens do Pró-Saúde, permitindo a liberação de espaço importante no Fórum de Brasília. Uma boa parte dos arquivos da Secretaria de Recursos Orçamentários e Financeiros também deixou o papel e passou para o meio eletrônico.

A digitalização é mais uma das estratégias para modernizar a Justiça do DF, reduzir custos e dar a ela mais celeridade, contribuindo ainda para a preservação do meio ambiente.

Fonte: TJDFT

PJe: Justiça baiana reduz serviço manual de oficiais com automação

Integração com processo eletrônico corta necessidade de
 digitar dados de mandados cumpridos (Agência CNJ)

Todos os mandados distribuídos aos oficiais de justiça do estado da Bahia pelo Processo Judicial Eletrônico (PJe) são automaticamente contabilizados no Sistema de Indenização de Transportes desde a última quinta-feira (1º).

A mudança extinguirá a necessidade de cadastro à mão de cada mandado cumprido pelos oficiais de justiça. Isso só será possível graças a integração que passará a existir entre PJe e o Sistema de Indenização de Transportes (SIT).

Caso o oficial tente cadastrar manualmente no SIT um mandado distribuído após esta data, o sistema não validará o processo. Mandados distribuídos pelo PJe até o último dia 31 ainda deviam ser cadastrados manualmente no SIT.

Fonte: TJBA

Núcleo técnico produz notas em 100 causas de saúde em 6 meses no AP

Equipe reúne profissionais de diversas especialidades no 
Fórum de Macapá, como orienta CNJ (Divulgação/TJAP)

A excessiva judicialização de questões relativas à saúde, tanto pública quanto privada, levou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a criar, por meio da resolução nº 238, os Núcleos de Apoio Técnico Judiciário para Demandas da Saúde (NAT-JUS). No Amapá, o núcleo funciona há seis meses no Fórum da Comarca de Macapá, e nesse período já adensou notas técnicas e recomendações em 100 processos.

A coordenadora do NAT-JUS no estado, Deire Sandre Corrêa, informa que essa preocupação do CNJ surgiu em 2010, com a constatação da excessiva judicialização das questões relativas à saúde, quando o Judiciário acabava interferindo nas políticas públicas do setor. “Isso ocorria, por exemplo, quando uma decisão fazia o sequestro de valores para beneficiar um único paciente, deslocando recursos que seriam para políticas voltadas para a coletividade. As políticas públicas de saúde acabavam se desestruturando”, explica Deire.

O CNJ fiscaliza os tribunais para o cumprimento da resolução nº 238. O Tribunal de Justiça do Amapá implantou o NAT-JUS em novembro de 2016, com a resolução 1111/2016, por meio de um Termo de Cooperação Técnica com o Governo do Estado e a Prefeitura de Macapá. O TJAP ofereceu a estrutura física e um servidor. O estado disponibilizou dois médicos, que também são professores do curso de Medicina da Unifap. A Prefeitura, por sua vez, ofertou um farmacêutico. Além dessa equipe permanente, um enfermeiro e uma médica psiquiatra, do quadro do Judiciário, participam quando há demanda específica de suas áreas.

Para que o trabalho da equipe seja feito com excelência, o CNJ promove constante qualificação do corpo técnico, por meio de acordo de cooperação com o Ministério da Saúde e o Hospital Sírio Libanês.

Deire explica que as demandas nascem nas varas cíveis ou de fazenda pública e exemplifica: “Um medicamento que não está sendo fornecido pelo Estado, o paciente ingressa com ação na justiça, mas o juiz não possui conhecimento técnico específico para saber se há um outro medicamento que possa substituir aquele reivindicado, ou se existe risco real para aquele paciente ao ficar sem o medicamento. O processo é encaminhado para o NAT-JUS, para que seja emitida uma nota técnica, que é adensada ao processo, subsidiando o juiz na sua decisão”.

A médica Maribel Santos integra o NAT-JUS e vê no projeto um forte instrumento para organização do sistema de saúde no Amapá. “Quando o desembargador Carlos Tork nos chamou colocando a proposta, entendi que seria um marco para algo que sempre esperamos na saúde pública. Acreditamos que o NAT-JUS é um grande instrumento que pode interferir para a organização desse sistema”, avalia.

Na percepção da médica, o NAT-JUS executa um processo educativo a partir da informação. “O Judiciário recebe uma informação técnica, sugerindo ou indicando uma decisão mais tranquila e justa”, afirma. A responsabilidade da equipe, ao elaborar uma nota técnica, exige pesquisa detalhada nas bases de dados que são reconhecidas nacional e internacionalmente. “Precisamos dar informações atualizadas sobre procedimentos, cirurgias, medicamentos e outros. A partir dessa informação é que o juiz vai tomar sua decisão”, explica.

A judicialização da saúde não ocorre apenas quando se trata de serviço público, mas também envolve a rede privada. “O NAT-JUS alcança a capital, os municípios, os planos de saúde, as entidades privadas em todas as situações”, esclarece a médica.

Diferente das regiões Centro Oeste, Sul e Sudeste, onde predomina a judicialização por medicamentos, nas regiões Norte e Nordeste, a predominância se dá por conta de procedimentos médicos. “Recebemos processos, em número significativos, por exemplo, sobre endoscopia digestiva ou urografia, procedimentos básicos, que seriam rotinas no serviço”, relata a médica. As cirurgias ortopédicas e a falha nos equipamentos de exames de imagem também são recorrentes nos processos.

Maribel Santos defende o fortalecimento de uma rede de órgãos que atuam na busca de soluções para as demandas de saúde. “Aqui, no NAT-JUS, estamos sentindo que há necessidade de conversar com SESA, SEMSA e Ministério Público, para que possamos entrar em alinhamento das nossas ações, evitando que muitas questões cheguem à Justiça”, finaliza.

Fonte: TJAP

Adolescentes infratores recebem documentos pessoais no Amazonas

Projeto do tribunal estadual unifica dados e segue meta da 
Corregedoria Nacional de Justiça (Divulgação/TJAM)

A Coordenadoria da Infância e Juventude (COIJ), do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), deu início, no último dia 16, à segunda etapa do projeto “Legal! Tô documentado”, executado em parceira com a Ouvidoria Geral do estado e o Instituto de Identificação do Amazonas/Secretaria de Segurança Pública, que regulariza a documentação pessoal (CPF, Carteira de Identidade e, em alguns casos, Certidões de Nascimento) de crianças sob medida protetiva de acolhimento e adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas.

No mês passado, a COIJ concluiu a primeira fase do projeto, na área cível, voltado para as crianças acolhidas. Na segunda etapa, o público-alvo são adolescentes que cumprem medidas socioeducativas em meio aberto – liberdade assistida e prestação de serviços à comunidade –, acompanhados pelos cinco centros de referência especializados de assistência social (Creas).

A unificação dos dados de crianças e adolescentes por meio da expedição de CPF está prevista na Meta 4 da Corregedoria Nacional de Justiça para 2017. Um dos objetivos é combater a multiplicidade de dados nos cadastros da infância, como é o caso do Cadastro Nacional de Adoção. Em relação à área cível, a COIJ já antecipou o cumprimento da meta, numa ação iniciada em outubro do ano passado e que abrangeu nove unidades de acolhimento em funcionamento em Manaus. Com as ações iniciadas nesta terça-feira na área infracional, a coordenação espera fechar o semestre com o alcance global da meta.

"É importante salientarmos que a realização e o êxito alcançado pelo projeto até aqui não seriam possíveis sem o apoio das instituições parceiras, que uniram-se ao TJAM nesse esforço para regularizar a documentação dessas crianças e adolescentes. Nesta segunda etapa, além do apoio da Ouvidoria e da Secretaria de Segurança Pública, por meio do Instituto de de Identificação do Amazonas, temos também a colaboração da Secretaria Estadual de Trabalho", destacou a juíza Rebeca de Mendonça Lima, coordenadora da Infância e Juventude do TJAM. Ela frisa que, no caso dos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, que são o alvo desta segunda etapa do Legal! Tô Documentado, a regularização dos documentação permitirá, por exemplo, que eles possam se inscrever para participar de cursos profissionalizantes, com vista a sua inserção no mercado de trabalho.

Calendário de cadastro

O trabalho desta segunda etapa do "Legal! Tô Documentado" teve início pelo Creas Leste Prourbis, que funciona no bairro Jorge Teixeira, onde está prevista a emissão de 20 RGs, 15 CPFs, 22 Carteiras de Trabalho, além de retificações e emissão de segunda via de certidões de nascimento. Conforme o calendário estabelecido pela COIJ, na quarta-feira (dia 18), será a vez do Creas Sul, no bairro do Japiim. Na sexta-feira (19), o atendimento será realizado no Creas Centro-Oeste, localizado no bairro da Alvorada. No dia 31, será a vez do Creas Cidade Nova, na zona Norte. A atividade deve ser concluída no dia 1º de junho, no Creas Centro-Sul, que fica na av. Leonardo Malcher.

Fonte: TJAM

Arquivada denúncia sobre busca em apartamento de senadora

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu pelo arquivamento definitivo do processo em que a Mesa do Senado Federal questionava o juiz federal Paulo Bueno de Azevedo, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo. O magistrado foi o responsável por determinar o cumprimento do mandado de busca e apreensão no imóvel funcional em que viviam o ex-ministro Paulo Bernardo e a senadora Gleisi Hoffmann.

A decisão foi tomada na 22ª Sessão Virtual, encerrada no dia 5/6, no julgamento de um recurso administrativo apresentado contra decisão da Corregedoria Nacional de Justiça, que arquivou a Reclamação Disciplinar 0002997-24.2016.2.00.0000. Na Reclamação Disciplinar, o Senado Federal questionava a postura adotada pelo magistrado ao autorizar a busca e apreensão. Para o Senado, “há sérios indícios de que a atuação do magistrado se deu de forma omissa, negligente e desrespeitosa às normas constitucionais que asseguram as imunidades parlamentares, violando uma das Casas do Parlamento Brasileiro”.

O questionamento está relacionado à competência do juiz federal em determinar a busca e apreensão no apartamento em que vivia a senadora, autoridade com prerrogativa de foro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao analisar o pedido, a Corregedoria Nacional de Justiça entendeu que a Mesa do Senado Federal questionava ato de natureza jurisdicional, que não se enquadra nas hipóteses de atuação do Conselho. Após a decisão de arquivamento, o Senado apresentou o recurso administrativo, que foi novamente negado por meio da sessão do Plenário Virtual.

“Não há, pois, indícios mínimos de que o magistrado no exercício de sua atividade judicante – que, nos casos como o exposto, converge precipuamente para a devida e diligente prestação jurisdicional – tenha extrapolado os limites do cumprimento dos deveres funcionais da magistratura, de modo a ensejar o reconhecimento da existência do suposto cometimento de infração disciplinar”, diz o voto do relator do recurso, ministro João Otávio de Noronha.

Em seu voto, acompanhado por unanimidade, João Otávio de Noronha lembra que a questão também está sendo discutida STF em uma reclamação movida por Paulo Bernardo. No STF, o processo está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli.

Outros julgamentos

Além do recurso contra o arquivamento da reclamação disciplinar movida contra o juiz Paulo Bueno de Azevedo, foram julgados outros 75 recursos contra decisões de arquivamento de 25 pedidos de providência, 20 reclamações disciplinares, 22 procedimentos de controle administrativo, seis representações por excesso de prazo, duas revisões disciplinares e uma consulta. Dos 107 itens pautados para a 22ª Sessão do Plenário Virtual, 76 foram definitivamente julgados e 29 foram retirados de julgamento. Também houve um pedido de vista e um adiamento.

O resultado pode ser acessado aqui.

Tatiane Freire

Fonte: Agência CNJ de Notícias

quinta-feira, 25 de maio de 2017

ENA divulga calendário de cursos telepresenciais de junho de 2017


Brasília - A Escola Nacional de Advocacia divulgou o calendário de cursos telepresenciais para o mês de junho de 2017. As aulas são oferecidas pela AASP (Associação dos Advogados de São Paulo) em parceria com a ENA e estão disponíveis em diversas cidades de todo o país. 

As aulas são realizadas nas sedes das ESAs ou da OAB de sua localidade nas datas de cada curso. As palestras são transmitidas via satélite para os alunos. A taxa de inscrição varia para cada Estado. Para informações sobre quais cidades terão cada curso, e seus valores, acesse o site da AASP. O endereço também informa como funciona as inscrições em cada Estado e cidade participante.

O primeiro curso será “Reflexos práticos da mediação após um ano de vigência do Novo Código de Processo Civil”, nos dias 5, 6, 7, 12 e 13 de junho. O programa tem coordenação de Ana Marcato e Caio Eduardo Aguirre e abordará, entre outros temas, o papel dos conciliadores e mediadores, a participação de advogados e defensores públicos nas audiências e sua remuneração. Para mais informações clique aqui.

O segundo curso é “Provas no Novo Código de Processo Civil”, entre os dias 19 e 22 de junho, com coordenação de Anselmo Prieto Alvarez e Guilherme Matos Cardoso. O objetivo do programa é preparar o advogado para o exercício efetivo da advocacia no que diz respeito à produção de provas no processo, consideradas suas particularidades, não apenas fornecendo-lhe carga de informação abstrata e doutrinária. Assim, ao lado da informação teórica, terá o profissional do Direito a oportunidade de discutir questões práticas e polêmicas referentes ao tema. Para mais informações clique aqui.

O terceiro curso terá como tema “Pensão por morte”, com coordenação de Adilson Sanches. O programa tem como objetivo estudar a legislação previdenciária recentemente alterada e também das possíveis alterações pela PEC nº 287, com enfoque na pensão por morte, a relação de dependência e análise da jurisprudência mais recente. Para mais informações clique aqui.

Fechando o mês será realizada a III Maratona do CPC, que em um único dia, 27 de junho, apresentará 20 aulas sobre temas variados em relação à legislação que completa um ano em vigor. A coordenação Bruno Vasconcelos Carrilho Lopes, João Francisco Naves da Fonseca, Luis Guilherme Aidar Bondioli e Ricardo de Carvalho Aprigliano. Para mais informações clique aqui.


Fonte: OAB Conselho Federal

Crescimento democrático


Brasília - Confira o artigo de autoria do presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, publicado na edição desta terça-feira (23), no jornal Folha de S.Paulo:

Crescimento democrático

Por Claudio Lamachia, advogado e presidente nacional da OAB

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil apresentará à Câmara dos Deputados, nesta semana, o segundo pedido de impeachment em menos de um ano e meio.

O plenário da OAB, formado por 81 conselheiros federais, legítimos representantes dos advogados de todo o país, entendeu que Michel Temer cometeu crime de responsabilidade ao tomar conhecimento de atos ilícitos e nada fazer. A Constituição é clara: o impedimento é a punição adequada para o presidente.

Assim como ocorreu no ano passado, quando a OAB defendeu o impeachment de Dilma Rousseff, a votação no Conselho Federal foi precedida de consulta às seccionais das ordens nos Estados. A ampla maioria dos conselhos estaduais se posicionou pela legalidade da perda do mandato de Michel Temer.

O presidente da República já admitiu ter tido encontro nada republicano com Joesley Batista. Trata-se de uma situação incompatível com o cargo.

Sobre Batista e seus comparsas, esperamos que sofram as consequências legais por terem atuado ativamente em prejuízo de toda a sociedade. O lucro que obtiveram cometendo crimes é sujo e envergonha o Brasil perante o mundo. Devemos cobrar a devida reparação a esses danos.

Neste momento, é desejável que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, tenha a grandeza de deixar de lado interesses estranhos à atual agenda do país e paute, com agilidade, a votação do impeachment, garantindo ao acusado o direito à ampla defesa.

Do Judiciário, cobraremos celeridade para o processo criminal, de acordo com os ritos constitucionais.

Dos políticos, cobraremos que não contaminem seus mandatos eletivos e as instituições que representam com as denúncias de que são alvo. A OAB já recomendou, no passado, o afastamento de deputados e senadores acusados de corrupção para que pudessem se defender sem paralisar ou prejudicar o Congresso. Não será diferente agora.

Com relação à imprensa, não abrimos mão de defender que os jornalistas possam trabalhar de forma independente, livres de pressões e excessos cometidos por algumas autoridades.

O mesmo com relação à advocacia. São inaceitáveis o grampo ilegal nas conversas entre advogados e clientes e a tomada de decisões com base em regras inventadas, como proibir a gravação de audiências.

O momento é triste. Gostaríamos de celebrar o sucesso do governo e das empresas nacionais. Vamos trabalhar, portanto, para que isso seja possível.

Só há um caminho para superar a crise: respeito rigoroso às leis e à Constituição e rejeição inegociável dos atalhos ilegais e contrários ao Estado democrático de Direito. Qualquer solução fora dessa base será desastrosa nos campos político, social e econômico.

Temos uma democracia madura, com instituições sólidas. Precisamos corrigir as falhas que permitem a ocorrência de turbulências. A reforma política deve valorizar o voto dos cidadãos, impedir a criação casuística de partidos políticos e acabar com a impunidade dos criminosos do colarinho branco.

A OAB, maior entidade civil organizada do Brasil, representante de mais de 1 milhão de advogados, atuará ativamente para que a Presidência da República e os órgãos do governo não sejam leiloados entre grupos de interesse econômico, corporativo ou ideológico.

Nossa meta é a defesa da Constituição e da democracia. Com esse espírito, a ordem conseguiu, por exemplo, derrubar a necessidade de autorização das Assembleias Legislativas para processar governadores.

Participaremos da discussão a respeito da legalidade das eleições diretas, dando à sociedade as respostas jurídicas necessárias para a tomada dessa decisão. Agiremos contra qualquer tentativa de adiar a reforma política e os aprimoramentos necessários de nosso arcabouço legal.

Fonte: OAB Conselho Federal

Lamachia recebe juristas de vários países em colóquio judicial sobre meio ambiente


Brasília – O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, recebeu na noite desta segunda-feira (22), juntamente com o ministro Herman Benjamin (STJ), juristas de diversos países por ocasião da realização do Colóquio Judicial Regional para América Latina e Caribe.

Em seu pronunciamento, Lamachia destacou a crescente visibilidade que a questão ambiental tem adquirido. “É necessário refletir acerca do constitucionalismo sob a perspectiva do meio ambiente, o que impõe revisões em elementos teóricos tradicionais do Estado Constitucional, a fim de incorporar, por exemplo, direitos relativos à proteção da humanidade”, ressaltou.

Ele lembrou ainda que as questões ambientais têm no Brasil um terreno fértil para análise, visto que o País é o quinto mais extenso do mundo, onde se encontram aproximadamente 20% de todas as espécies animais e vegetais. “A OAB, diante disto, tem dedicado especial atenção ao tema. O Conselho Pleno requereu formalmente uma vaga para a advocacia no Conselho Nacional do Meio Ambiente, pois temos a consciência da dimensão jurídica da matéria”, disse.

Presenças

Eles receberam John Knox, relator especial da ONU para Direitos Humanos e Meio Ambiente (Estados Unidos); Aaron Laur, diretor executivo da World Comissiono on Enviroment Law (Estados Unidos); Angela Kariuki, voluntária da Divisão Jurídica do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (África do Sul); Arnold Kreilhuber, jurista sênior da Divisão de Direito Internacional Ambiental do PNUMA (Quênia); Chifundo Kachale, ministro da Corte Superior do Malauí; Claudia de Windt, chefe da Seção de Políticas, Boa Governança e Direito Ambiental da OEA (República Dominicana); Cristina Crespo, ex-presidente da Associação Internacional de Juízes do Uruguai; Damaris Cargas Vasquez, ministra da Suprema Corte da Costa Rica; Dawn Gregory-Barnes, juíza (Guiana); Denise Antolini, presidente do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Estados Unidos); Duberlí Rodríguez, ministro-chefe da Suprema Corte do Peru; Edward Sidney Blanco Reyes, ministro da Corte Suprema de El Salvador; Enrique Peretti, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Cruz (Argentina); Erin Darly, (professora da Faculdade de Direito da Widener University Delaware (Estados Unidos); Gustavo Alanis, diretor do Centro de Direito Ambiental do México; Iris Estela Pacheco Huancas, ministra da Suprema Corte do Peru; José Ignácio Vásquez Márquez, ministro da Corte Constitucional do Chile; Jose Luis Capella Vargas, professor da Universidade Pontifícia Católica do Peru; Kristen Walker Painemilla, diretora da Comissão de Política Ambiental, Econômica e Social (Estados Unidos); Laleta Davis-Mattis, professora da Faculdade de Direito da Universidade das Índias Ocidentais (Jamaica); Louis Kotzé, professor da Faculdade de Direito da North-West University (África do Sul); Luis Fernando Macias, presidente do Instituto Colombiano de Direito Ambiental; Marcelo Cousillas, ministro da Habitação, Planejamento Territorial e Meio Ambiente (Uruguai); Michael Wilson, desembargador do Tribunal de Justiça do Havaí; Michele Weeks, ministra da Suprema Corte de Barbados; Nicholas Robinson, professor da Faculdade de Direito Elisabeth Haub (Estados Unidos); Nick Bryner, Escola de Direito da UCLA (Estados Unidos); Paul Kihwelo, ministro da Corte Superior e Instituto de Administração Judicial da Tanzânia; Rafael Asenjo, presidente do Tribunal Ambiental de Santiago (Chile); Ragnhild Noer, ministra da Suprema Corte da Noruega; Ricardo Saucedo, presidente da Sociedade Boliviana para Direito Ambiental; Samuel Lizama, juiz ambiental (El Salvador); Wendy Martínez Mejía, juíza (República Dominicana); Zhang Xinsheng, presidente da União Internacional para a Conservação da Natureza (China); e Cândido Leal Júnior, desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Brasil.) 

Fonte: OAB Conselho Federal